Estado registra crescimento de 5,7%, acima do Brasil, e mantém liderança no Nordeste pelo quinto mês seguido
Mais do que crescer acima da média, o turismo do Ceará começa a revelar algo mais relevante: consistência. Em um cenário nacional ainda marcado por oscilações na recuperação econômica, o Estado conseguiu sustentar uma sequência de resultados positivos que o colocam entre os destinos mais dinâmicos do Brasil — e com liderança consolidada no Nordeste.
Os dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgados pelo IBGE, mostram que o crescimento de 5,7% registrado em outubro de 2025 não foi um ponto fora da curva. Pelo contrário: é o quinto mês consecutivo em que o Ceará ocupa o topo regional, além de figurar entre os seis estados com melhor desempenho do País.
O dado que chama atenção não é apenas o ranking, mas a distância em relação às médias. Enquanto o Brasil cresce em ritmo moderado e o Nordeste avança de forma gradual, o Ceará acelera. Isso indica que o Estado não está apenas surfando a recuperação nacional, mas criando suas próprias condições de expansão.
Crescimento que se sustenta no tempo

Quando se observa o acumulado dos últimos 12 meses, o cenário fica ainda mais claro. Com alta de 9,1%, o turismo cearense mostra fôlego de médio prazo, algo raro em setores que dependem de sazonalidade, fluxo aéreo e renda das famílias.
Esse desempenho aponta para um turismo menos vulnerável a choques pontuais e mais ancorado em planejamento, diversificação de mercados e presença internacional. O crescimento mensal entre setembro e outubro reforça essa leitura ao mostrar que o avanço não ficou restrito a períodos específicos do calendário.
Estratégia por trás dos números
O protagonismo do Ceará não surge por acaso. A ampliação da malha aérea, o reposicionamento do destino no mercado internacional e a aproximação com operadoras e agentes de turismo mudaram o patamar da disputa entre os estados brasileiros.
Eventos estratégicos, como feiras e ações de promoção do destino, passaram a funcionar não apenas como vitrines, mas como ferramentas de negociação e atração de fluxo contínuo. O resultado é um turismo mais competitivo, menos dependente de picos e com maior capacidade de geração de emprego e renda.
O que os números realmente revelam
O Índice de Volume das Atividades Turísticas, calculado pelo IBGE, vai além da hotelaria ou do transporte aéreo. Ele reflete uma cadeia ampla que envolve serviços, cultura, lazer e mobilidade. Quando esse índice cresce acima da média nacional de forma recorrente, o recado é claro: o turismo se tornou um vetor estrutural da economia cearense.
Mais do que comemorar rankings, o momento convida a uma leitura estratégica. O Ceará não apenas retomou o turismo — transformou a retomada em liderança. E, em um país continental como o Brasil, isso não é pouco.